terça-feira, 15 de dezembro de 2015

DIAGNÓSTICO DA COMUNIDADE LOCAL



O município de Santana do Ipanema ficou conhecido primeiramente como
Santana do Ribeira do Panema, por ser localizada à margem do Rio
Ipanema e ter como padroeira Santa Ana. Foi criado em mil oitocentos e
trinta e seis, pela lei provincial de numero nove de vinte e quatro de
fevereiro.
A emancipação do município aconteceu em 24.04.1835 e 01.05.1901 a então vila passou a ser cidade e denominada com o
nome atual, em homenagem a sua padroeira e ao rio pelo qual é banhada.
O município é polo da região sertaneja e tem sua base de
desenvolvimento econômico na produção agrícola e agropecuária, porém
já conta com pequenas indústrias e apresenta uma produção comercial
significativa.
O terreno onde se localiza a Escola pertencia inicialmente ao Sr.
Frederico Rocha, ex-intendente do Município de Santana do Ipanema, às
margens do Riacho Camoxinga. Sua residência localizava-se no centro do
terreno, uma ampla residência cercada de jardins, virada para a atual
rua que fronteia o prédio, antigo caminho para a Serra do Poço e
sítios Timbaúba e Camoxinga dos Teodósios.
Ainda configurava-se como zona rural quando ali se instalou uma
unidade do antigo 20º BC (Batalhão de Caçadores) ao adquirir a posse
do terreno. Desse modo, foi construído o enorme prédio que tinha como
objetivo servir de alojamento e ponto de apoio àquela parcela do
Exército Nacional.
Por não ser adequado às estratégias militares, não demorou o abandono
do casarão para este fim.
Em 1964, governava o Estado de Alagoas o Major Luiz Cavalcante e, em
Santana do Ipanema, era prefeito o comerciante Ulisses Silva, quando
foi resolvida a transformação da base militar em escola para servir
aos propósitos educativos da comunidade local.
Assim sendo, através da Lei 2.655 de 24 de janeiro de 1964, foi criado
o Colégio Normal de Santana que, posteriormente, de acordo com a Lei
3.032 de 22 de outubro de 1969, se denominado Colégio Estadual
Professor Deraldo Campos, em homenagem ao Secretário Estadual de
Educação que havia lutado pela fundação da Escola.
Em 1990, através da Lei 5.158 de 27 de setembro do mesmo ano, a Escola
passou a chamar-se Escola Estadual Professor Mileno Ferreira da Silva,
homenageando assim o militar reformado que foi o primeiro diretor da
Escola.
Desta forma, a Escola Estadual Professor Mileno Ferreira da Silva, já
instalada em plena zona urbana à margem direita do riacho Camuxinga, é
a primeira do complexo educacional ora existente em uma baixada plana
acerca de um quilômetro do centro de Santana do Ipanema, no Estado de
Alagoas.
Apesar das diferentes nomenclaturas ao longo de sua história, a Escola
sempre ofertou diferentes níveis de educação. Atualmente atende ao
público das séries finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º Anos),
Ensino Médio Regular (1º ao 3º Anos) e o 3º período da Educação de Jovens e
Adultos – EJA (1º e 2º períodos). Perfazendo um total de 1.308 (um mil,
trezentos e oito) alunos regularmente matriculados, oriundos das
zonas urbana e rural de Santana do Ipanema e municípios
circunvizinhos.
A Escola disponibiliza de amplo espaço físico, com 17 (dezessete)
salas de aula, o que possibilita o acolhimento de um grande número de
discentes. No ano letivo atual, 1.308 (um mil,
trezentos e oito)  alunos, dispostos em 31 turmas, nos horários: matutino e noturno.
Atualmente, tem a maioria de seus alunos oriundos da zona rural
 (principalmente no turno matutino) e conta com muitos trabalhadores
que estudam no turno da noite.
Com as modalidades já oferecidas (Fundamental, Médio Regular, Educação de Jovens e Adultos), a escola passa ofertar em 2013 cursos técnicos profissionalizantes.
A Instituição passa por um momento de transformação e
pretende aperfeiçoar seus serviços nos aspectos pedagógicos e
administrativo, uma vez que conta com a maioria dos profissionais e docentes efetivos - todos capacitados em suas áreas específicas de
atuação, pessoal técnico-administrativo e pedagógico, e equipe de
apoio.
Apesar disso, ainda carece de técnicos habilitados que venham a compor
sua equipe pedagógica, dando o suporte necessário para que Direção e
docentes possam exercer mais efetivamente seus respectivos papeis.
Profissionais docentes que completem a lotação necessária para atender
a todas as áreas de conhecimento em todas as turmas/modalidades
ofertadas.
A Direção escolar é escolhida por eleição direta desde 2002 e conta
ainda, com Conselho Escolar eleito que precisa se colocar em uma
postura mais atuante em sua função específica.
A Escola, que inicialmente foi dirigida por um ex-militar, sempre foi
marcada por disciplina, ótimo corpo docente e ensino de qualidade, o
que continua contribuindo para uma grande procura por parte do
alunado, continuando como referência de ensino em toda a região.
Desde sua fundação até o ano de 2002, a Escola contou com 10 (dez)
diretores nomeados, sendo eles:

1.Mileno Ferreira da Silva – 1964/1984
2.Gileno de Melo Carvalho – 1984/1986
3.Dênia Maria Aquino – 1987/1988
4.Maria Creumide Cavalcante – 1988/1991
5.Eufrásio Barbosa Santos – 1992/1993
6.Cícero Ferreira de Amorim – 1993/1994
7.Marinete Cabral da Costa – 1995/1996
8.Maria Aparecida de Oliveira – 1997/1998
9.Vandete Alves dos Santos – 1998/2001
10.Maria de Fátima Silva – 2001/2002

A partir de 2002, a Direção foi escolhida por meio da eleição direta
pela comunidade escolar, tendo os seguintes nomes eleitos para Direção
Geral:
11. Clerisvaldo Braga das Chagas – 2002/2003
12. Luiz Ferreira dos Santos – 2004/2008 (1 recondução)
13.Paulo André Araújo – 2008/2013

A clientela da Escola Estadual Professor Mileno Ferreira não é
diferente das de outras escolas públicas da região sertaneja.
Proveniente de famílias desestruturadas, em profunda crise de valores
morais e condições de existência sociais mínimas. Não em grande
proporção, mas recebemos alunos que estão ou já estiveram envolvidos
com consumo de drogas e apresentam características de violência em sua
personalidade.
A maioria dos alunos é proveniente de comunidades rurais, ou seja,
apesar de não estar localizada em bairro rural, a escola incorpora
esta característica por atender todos os municípios da região dos
quais emana uma significativa quantidade de alunos que são praticantes
da cultura agrícola.
Esta realidade transforma nossos alunos em verdadeiros sobreviventes,
para os quais o dia a dia se transforma em batalha pela manutenção da
vida e dos poucos bens materiais de que dispõem. Sendo assim, estudar,
para uns, é o único caminho para atingir uma condição de vida melhor,
enquanto que para outros, é apenas uma atividade de rotina, desvinculada das finalidades a que se propõe o trabalho da escola.
Refletindo sobre a realidade atual percebemos que nossa escola tem um
potencial muito grande a ser explorado, ou seja, temos muitas possibilidades.
A análise apontou vários pontos positivos. Temos uma infra estrutura
adequada às atividades didáticas pedagógicas, significativa quantidade
e diversidade de recursos tecnológicos para o uso didático, biblioteca
ampla e com um bom acervo e professores com boa formação acadêmica, a
maioria atuando na área adequada. A escola é regida por gestão
democrática e vem lutando para melhorar a atuação do conselho escolar
por outro lado, detectou-se também a insuficiência de pessoal de apoio
administrativo.
Muitas vezes a limpeza, o preparo da merenda e de
outros serviços necessários à comunidade interna e externa da escola
são extremamente prejudicados. Os laboratórios de informática e de
ciências bem como a Biblioteca necessitam de profissionais para garantir
a ordem e a utilização adequada desses espaços de aprendizagem.

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